ONG dá curso de recursos hídricos a professores

Por meio do Projeto Fonte da Vida, oitenta professores das redes pública, municipal e estadual estão sendo capacitados pela Associação do Verde e Proteção do Meio Ambiente (Avepema), para transformarem-se em agentes multiplicadores. A intenção é que estes professores ampliem seus conhecimentos para trabalhar, com propriedade, temas como o meio ambiente e os recursos hídricos em sala de aula.

Financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), o projeto é composto por um curso gratuito de dois módulos, que também teve uma edição no ano de 2007. Segundo a secretária geral da Avepema, Edilaine Garcia Soares, o curso envolve professores de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental, representando aproximadamente 40 escolas de municípios que compõem os subcomitês das bacias hidrográficas do Alto Tietê Cabeceiras e Juquery/Cantareira.

“Nossa intenção é que estes professores aprimorem seus conhecimentos e multipliquem estes conhecimentos para a comunidade, para seus alunos. Não é apenas uma questão de apontar a importância dos recursos hídricos e do meio ambiente em si, mas o exercício da cidadania, propondo uma integração”, disse Edilaine.

Conforme explicou Edilaine, os professores participantes vão ter de desenvolver um projeto, junto com seus alunos, de forma a mostrar a importância da água. “O primeiro módulo do curso foi realizado em setembro, com uma imersão dos professores, em um hotel fazenda, para que delimitassem a bacia hidrográfica onde estão as escolas onde atuam. A ideia é montar um projeto com os alunos. Neste segundo módulo, a ser realizado no fim do mês, um grupo fará uma visita à Estação de Tratamento de Água do Sistema Guaraú, da Sabesp, e outro grupo vai visitar a Estação de Tratamento de Esgoto do Parque Novo Mundo. No encerramento, previsto para dezembro, em um CEU (Centro Educacional Unificado) de São Paulo ainda não definido, os professores vão apresentar o projeto desenvolvido com os alunos”, salientou.

Em 2007, o Fonte de Vida atendeu 120 educadores das regiões de Campo Limpo, Embu, Taboão da Serra, Ribeirão Pires, Cidade Ademar, Pinheiros, Osasco e Butantã.

Fonte: Jornal Metrô News

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Curso Mulher Liderança Comunitária inicia em 25 de abril

O curso ” Mulher Liderança Comunitária” realizado pela AVEPEMA iniciou em 25/04 na Zona Sul.

O projeto busca intuito de identificar e intensificar nas empreendedoras sociais o capital humano, instrumentalizando-as para melhoria do capital social na sua comunidade, a sua atuação profissional, aprimorando sua percepção na identificação de oportunidades dentro da sustentabilidade ambiental, fomentar o exercício da cidadania, a integração social e o fortalecimento da auto-estima, buscar igualdade e equidade de gênero, gerando o aumento de mulheres na representatividade pública.

Para maiores informações , entrar em contato nos telefones: 5521-6626 / 2605-4155.

Fonte: Comunicação AVEPEMA

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AVEPEMA inicia curso de Motofretista

O PLANSEQ Motofrete já conta com 10 turmas em salas de aulas sendo ministrada nas regiões Leste, Norte e Sul. O Plano Nacional de Qualificação é um conjunto de ações do Governo Federal direcionadas para gerar empregos e preparar pessoas para uma melhor inserção no mercado de trabalho.

Ainda há vagas para os cursos e os interessados devem entrar em contato nos tels. 2605-4155 / 2076-8991 ou comparecer na Rua Filipe Camarão,146 Tatuapé.

Fonte: AVEPEMA

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Chamada pública para contratação de pessoal

A AVEPEMA – Associação do Verde e Proteção do Meio Ambiente está admitindo 4(quatro) assistentes de nível médio e 3(três) Profissionais de Nível Superior para atuarem no âmbito do Projeto – Quiz das Águas – Proposta de difusão digital para o SIGRH, referente ao FEHIDRO.

O Projeto visa efetuar a difusão dos conceitos relativos a recursos hídricos por meio de mídia interativa DVD.

Estabelecer ligação entre os conteúdos programáticos da grade curricular do ensino fundamental com os conceitos relacionados aos recursos hídricos e sua gestão para alunos da rede pública de ensino.

Capacitar professores para interligar os conteúdos programáticos com as informações constantes no DVD por meio de palestras e oficinas de trabalho. Distribuir 100.000 cópias de mídia interativa a alunos do segundo ciclo do ensino fundamental em escolas da rede pública de ensino

Criação de portal interativo na internet, com conteúdo complementar ligado ao SIGRH, de forma a possibilitar aos alunos a continuidade no processo de aprendizado.

Os interessados deverão encaminhar currículo para a Rua Felipe Camarão, 146 – CEP 03065-000 – Tatuapé – São Paulo – SP ou para o endereço eletrônico avepema@avepema.org.br

Fonte: AVEPEMA

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Águas Subterrâneas, artigo de Roberto Naime

Águas Subterrâneas, artigo de Roberto Naime

Publicado em março 16, 2011

As águas subterrâneas são aquelas armazenadas no interior dos maciços rochosos. Podem passar pelo estágio de acumulações freáticas nos solos (provenientes da chuva) ou serem diretamente dirigidas para o acúmulo no interior das rochas (aqüíferos).
As rochas que armazenam as águas subterrâneas são conhecidas como aqüíferos, e as rochas que deixam fugir as águas subterrâneas denominam-se aquifugos.
Existem 2 tipo de aqüíferos principais entre as rochas: os aqüíferos denominados primários ou por poros e os secundários ou por fraturas e diáclases das rochas.
A melhor expressão dos aqüíferos primários são as rochas sedimentares psamíticas, ou seja os arenitos e conglomerados. Para os leigos, arenitos também são conhecidos como “lage de grês”. Estas rochas chegam a exibir até 40% de porosidade e armazenam grande quantidade de água, que percola livremente na rocha, produzindo poços tubulares profundos, com grande capacidade de vazão.
São estas rochas que armazenam petróleo, dependendo da localização geológica.
Aqüíferos secundários ou por fraturas ocorrem em todo o tipo de rochas, tem menor capacidade de armazenamento de fluidos e conseqüentemente geram poços tubulares profundos com menor produção de água.
As águas subterrâneas, por definição, são aquelas que estão armazenadas em rochas, e originalmente são geradas pelas fontes pluviométricas, mas freqüentemente sofrem a influência de outras águas:
Águas conatas: são as águas que ficam armazenadas com os sedimentos desde a superfície após os processos diagênicos que transformam sedimentos em rochas sedimentares. Exibem freqüente contaminação com sais ou outros elementos químicos e podem não ser potáveis. Muito conhecidas como águas salobas;
Águas juvenis: representam os fluidos aquoso que resultam e sobram das cristalizações de magmas (fusões de rocha), seja em condições plutônicas (profundas) ou vulcânicas (superficiais). Por isso são ricas em metais e outros elementos químicos da tabela periódica que não conseguem entrar nos minerais que se formaram, tanto pelo tamanho de raio iônico, como por eletronegatividade ou outra característica química que impede as substituições diadóxicas (um elemento químico substituído por outro de mesmo tamanho de raio iônico ou mesma eletronegatividade).
As águas subterrâneas que sofrem contaminação com águas conatas, freqüentemente são salobas e apresentam dureza (quantidade de sais e carbonatos) elevada, apresentando problema para utilização em caldeiras (entope as caldeiras e pode produzir explosões).
As águas subterrâneas contaminadas por águas juvenis origiinam as denominadas águas minerais, de diversas naturezas, como fluoretadas, bicarbonatadas, etc.
Para muitas pessoas, com o decorrer do tempo, se reduz a capacidade de filtração do sangue pelos rins e podem ser desenvolvidos cálculos ou pedras renais.
Se for de composição cálcica, a recomendação médica é diminuir o consumo de leite e derivados. Se for silicosa, a sugestão é evitar o consumo de águas minerais.
Por isto, atualmente, é muito incentivado o consumo de águas minerais ditas “leves” ou com baixo teor de constituintes mineralizantes, que podem ser maléficos em quantidade inapropriada para consumo humano ou para certos tipos de organismos ou condições devidas à idade cronológica.

Fonte: Roberto Naime, é Professor no Programa de pós-graduação em Qualidade Ambiental, Universidade FEEVALE

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CNBB abre CF-2011 e lembra que pauta do meio ambiente é uma preocupação antiga da instituição

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu, oficialmente, na tarde desta Quarta-Feira de Cinzas, 9, a Campanha da Fraternidade 2011, “Fraternidade e a Vida no Planeta”, numa coletiva de imprensa, em sua sede, em Brasília. O secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, e o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, apresentaram aos jornalistas os objetivos da Campanha, destacando seus principais pontos.

Dom Dimas fez memória do histórico da Campanha da Fraternidade e afirmou que o tema da ecologia é uma preocupação antiga da CNBB, que tem marcado a história das Campanhas há três décadas. “A Campanha mais antiga em torno do meio ambiente aconteceu em 1979, com o lema ´Preserve o que é de todos´. Há 32 anos já tínhamos essa preocupação com temas ecológicos. Muito tempo depois, em 2002, veio a Campanha que refletiu a Amazônia; pouco tempo depois, a Campanha de 2004 refletiu a questão da água, e, a Campanha de 2007, discutiu o tema ‘Fraternidade e os Povos Indígenas’ e a questão da terra”, lembrou dom Dimas.

O secretário da CNBB disse que a Campanha deste ano apresenta uma reflexão bastante ampla, refletida em dois grandes temas preocupantes: ‘aquecimento global e mudanças climáticas’. “A partir desses pontos, a Igreja no Brasil vem mostrar que estamos preocupados em discutir temas relevantes para a sociedade viver melhor”.

Já o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, afirmou que um dos passos importantes da Campanha que começa hoje é mobilizar as pessoas em torno de políticas públicas por mudanças que favoreçam o desenvolvimento da temática proposta.

“Queremos mobilizar a sociedade para agir de forma positiva nos diversos níveis da sociedade civil e dos poderes constituídos para a aplicação de políticas que favoreçam um planeta melhor para todos viverem”, frisou o secretário da Campanha.

Padre Luiz fez uma síntese do texto-base da CF-2011. Destacou, entre outros pontos, o trabalho que é feito nas bases da Igreja para o desenvolvimento da Campanha. Ele criticou o atual sistema de produção e consumo que contribui “para a exclusão social”.

Propostas concretas

Dom Dimas enumerou algumas ações concretas que a Campanha sugere nos níveis pessoal, comunitário e de governo para a preservação do meio ambiente.

“O cidadão pode colaborar com pequenas ações e cultivar hábitos saudáveis como a utilização de fontes renováveis de energia, como é o caso da energia solar, coleta seletiva de lixo, a própria questão do respeito com relação à água”, advertiu.

O secretário disse ainda acreditar na mobilização coletiva para a mudança de comportamento e educação das pessoas para um modo de vida que favoreça a humanidade. Ele citou o caso da crise do apagão, ocorrida em 2001 e 2002 no Brasil, como exemplo de mobilização da sociedade que pode gerar conscientização e respeito para com o meio ambiente.

“Quando as pessoas se viram ameaçadas de ficarem sem energia, logo começaram a trocar lâmpadas, diminuir o número de eletrodomésticos e, assim, conseguimos reduzir o consumo de energia elétrica de uma maneira que antes era impensável”.

Código Florestal

Segundo dom Dimas, a aprovação das mudanças no Código Florestal Brasileiro têm ocupado a pauta de preocupações da CNBB. Há um ano, o Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep) emitiu uma nota em que enumera alguns itens preocupantes no texto que muda o Código.

“Tivemos, há pouco tempo, uma reunião com técnicos do Ministério do Meio Ambiente e pudemos observar o esforço que setores do Governo estão fazendo para dialogar com movimentos sociais representativos das comunidades mais vulneráveis como quilombolas, ribeirinhos, povos indígenas, barragens. Esses movimentos todos têm procurado o Governo e a CNBB no sentido de incentivar para que não sejamos tão apressados em aprovar o novo Código Florestal”, disse dom Dimas.

Dom Dimas expressou, ainda, preocupações com o Pré-Sal e com a usina Belo Monte, que será construída no Xingu. Segundo disse, Altamira já sente o impacto da obra com a chegada em massa de novos moradores e que a cidade não tem infraestrutura para acolher a todos.

A CNBB presenteou os jornalistas com o Texto-Base da Campanha, que começa hoje e se estende por toda a Quaresma. A Coleta da Solidariedade, feita no Domingo de Ramos, 17 de abriu, foi lembrada por dom Dimas como gesto concreto de solidariedade que está ao alcance de todos. O resultado da Coleta é usado para aprovar projetos sociais segundo o tema da Campanha.

Fonte: Site – www.cnbb.org.br

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Sistema dessaliniza água do mar usando energia renovável

Um sistema mecânico capaz de transformar a água do mar em água potável utilizando energia renovável acaba de ser desenvolvido na Escola Politécnica (Poli) da USP. O equipamento poderá atender a necessidade de países como Cabo Verde, na África, onde a água potável não é um recurso tão abundante. O projeto é de autoria do engenheiro Juvenal Rocha Dias, cidadão caboverdiano, que efetuou os cálculos e medições para o trabalho durante suas pesquisas de mestrado e doutorado na Poli. A ideia surgiu justamente pela observação das necessidades de seu país de origem.

Segundo Dias, já é possível que os governos de países menos desenvolvidos pensem numa alternativa menos custosa que a técnica mais comum de dessalinização, que funciona com energia elétrica obtida a partir da queima de combustível fóssil, como o Diesel. A nova alternativa propõe ser menos nociva ao meio ambiente e pode custar menos ao poder público, no que diz respeito aos gastos com a compra de combustíveis derivados do petróleo.

O sistema denominado “coluna de dessalinização” funciona basicamente como um filtro, utilizando Energia Eólica — fornecida pelos ventos — provinda de cataventos ou turbinas eólicas, e Energia Potencial Gravitacional, que existe por conta da força da gravidade, relacionada à massa dos corpos e à altura da qual se encontram. Dias explica que o processo de dessalinização se inicia com o bombeamento de água salgada para a parte superior de uma coluna, em formato cilíndrico, onde há um reservatório. O peso dessa água impulsiona um êmbolo que pressiona o ar contido em uma câmara inferior do sistema. Esse ar exerce uma força sobre outro reservatório. A água contida nele é pressionada e passa por uma espécie de membrana. A membrana é o “filtro” do sistema, que compõe o método conhecido como “osmose reversa”. Assim, a água, antes salgada, passa pela coluna, é filtrada e transformada em água potável.

Por funcionar a partir de energia renovável, o sistema é menos nocivo ao meio ambiente

Para pensar nas soluções do projeto, Dias utilizou principalmente as leis da Física e da Termodinâmica. Segundo o pesquisador, a dimensão da coluna a ser construída depende do consumo de água potável desejado. Por exemplo, para a produção de 5 mil metros cúbicos (m3) de água, o que equivale, em média, à água utilizada por 10 pessoas ao longo de um dia, o sistema deve possuir cerca de 25 metros (m) de altura.

Vantagens

De acordo com os cálculos realizados , o consumo específico de energia no processo equivale a 2,8 kWh/m3 de água potável produzida, bem abaixo do consumo especifico de energia de sistemas convencionais, que apresentam valores em torno 10 kWh/m3 de água potável produzida a partir da dessalinização da água do mar.

A professora Eliane Fadigas, orientadora do estudo, diz que os possíveis gastos com a construção e instalação do sistema podem ser caros. Porém, a longo prazo, o investimento pode valer a pena, principalmente para países na situação econômica como a de Cabo Verde. “O governo vai poder redirecionar o dinheiro que era utilizado com a compra de Diesel para outras necessidades, ligadas também à população. É evidente que tudo isso depende da vontade política”, explica Eliane.

“Além de servir para transformar a água do mar em água potável, a coluna também pode ser adaptada e reprojetada para outros fins. Por exemplo, a partir do uso de filtros apropriados, o sistema pode ser utilizado para a despoluição de riachos e lagos, ou mesmo como fonte de água para uso na agricultura ou produção de energia elétrica”, acrescenta a professora Eliane. “Ao idealizar o sistema, pensamos não só na questão dos gases poluentes, mas também onde poderíamos depositar o sal retirado da água. Esse ‘resto’ pode ser, por exemplo, devolvido para o mar de uma forma controlada”, completa o engenheiro.

Limitações

Durante o estudo na Poli, o pesquisador construiu um protótipo da coluna, utilizando materiais diversos para teste, como baldes, papelão e concreto, e obteve sucesso nos testes. Segundo a pesquisa, os modelos reais terão como principal material o aço. Ainda será testado um protótipo da coluna mais próximo do real, por meio do qual será possível medir, por exemplo, as perdas por atrito, o que pretende aprimorar o modelo.

Segundo o engenheiro, há sim algumas limitações no funcionamento do sistema. “Uma vez que é movido à energia eólica, depende das condições dos ventos, e até mesmo dos requisitos dos catavendos, que, por sua vez, devem ser instalados próximos ao mar ou a fontes de água. Isso não acontece caso a fonte de energia seja a turbina eólica, de mecanismo diferente do catavento. Há portanto a limitação de espaço, já que quanto mais catavento, mais potência”, aponta Dias. Mas já imaginando possibilidades de compensar essas limitações, a pesquisa também sugere utilização da chamada “bomba clark”, que serve como reaproveitadora das energias ‘perdidas’ durante os processos do sistema.

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