Reuso Urbano e Industrial de Água foi tema de debate no CIESP

10/02/2006

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) promoveu no dia 8 de fevereiro o seminário "Reuso Urbano e Industrial de Água". O evento teve como objetivo conscientizar o setor produtivo sobre a utilização racional da água, a utilização de novos conceitos e orientar quanto aos novos procedimentos a serem adotados diante da Lei para a Cobrança pelo uso dos recursos Hídricos do Estado - Lei 12.183.

O novo regulamento, que deve entrar em vigor após a regulamentação da lei pelo governo do estado até março deste ano, prevê a cobrança para os consumidores urbanos e industriais. Para os demais consumidores, a cobrança ocorrerá apenas em 2010. A lei 12.183 garante a isenção para pequenos produtores rurais e outras condições de estímulo ao correto uso da conservação da água.

No seminário foram apresentadas alternativas, tanto para a indústria como para os consumidores urbanos. "Num passado não muito distante, a preocupação das pessoas com a água terminava quando elas abriam a torneira. Levou-se tempo para perceber que, por trás deste gesto existe grande complexidade" afirmou o presidente da entidade, Claudio Vaz.

Segundo o diretor do Centro Internacional de Referência em Reuso de Água (Cirra), professor Ivanildo Hespanhol, a utilização de técnicas de reuso podem reduzir drasticamente o consumo de água. "Estudos realizados no Cirra mostram que essa redução pode variar entre 10% e 50%, no caso do consumo doméstico, e entre 10% e 95%, no caso das indústrias", disse ele. O professor apontou ainda outro estudo, realizado com cerca de 2 mil indústrias de médio e grande porte do Estado, que afirma que, a partir do início da cobrança, essas empresas poderão ter de pagar, por dia, cerca de R$ 3,8 milhões pelo consumo de água. "Com o reuso, esse valor cairia para R$ 3 milhões", afirmou.

Já existem iniciativas do governo estadual, que por meio da Sabesp, oferece água de reuso para órgãos públicos, prefeituras da grande São Paulo, e até mesmo para empresas privadas. Mas a grande revolução nessa área já foi dada pelo setor industrial. Romildo Campelo diz que as empresas perceberam há muito tempo que o reaproveitamento da água pode ter impacto significativo sobre seus resultados financeiros. "Com o início da cobrança, as indústrias deverão se dedicar cada vez mais a processos de produção sustentáveis, que retirem menos recursos do meio ambiente e proporcionem um menor impacto econômico. Essa é a hora de explorar novas tecnologias e alternativas para a questão", afirmou.

O seminário "Reuso Urbano e Industrial de Água! foi organizado pelo Centro Internacional de Referência em Reuso de Água (CIRRA); International Reference Center on Water Reuse (IRCWR); ABBA - Abbate Construção Civil e Ar Condicionado e a Associação do Verde e Proteção do Meio Ambiente (AVEPEMA), com a colaboração da Universidade de São Paulo (USP), suporte do FINEP e apoio do CIESP.

 

Categoria : Saiu na Mídia

Fonte: Agência Ciesp de Notícias

 

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