19/03/2010
Pelo menos 600 pessoas beneficiadas com o Bolsa Família se formaram em profissões como pedreiro-pintor e pedreiro-azulejista
Formandos: Luiz Medeiros entregou os certificados de conclusão de curso aos alunos do projeto de capacitação. As mulheres eram maioria na turma
Álvaro Campos
Da reportagem local
Mais de 600 beneficiários com o Bolsa Família se formaram ontem nos programas de qualificação profissional oferecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em uma pequena cerimônia realizada na sede da Associação de Moradores do Jardim Santa Teresa, o secretário de Relações do Trabalho do MTE, Luiz Medeiros, distribuiu certificados para alguns dos alunos.
Os cursos realizados em Mogi foram gerenciados pela Organização Não-Governamental (ONG) Associação do Verde e Proteção do Meio Ambiente (AVEPEMA). Eles começaram no ano passado com cem alunos em Jundiapeba e continuaram este ano com 518 nos jardins Santa Teresa e Aeroporto III. São 200 horas de aula, o que dá quase três meses de curso, capacitando os alunos para exercer as funções de armador-carpinteiro, pedreiro-pintor, pedreiro-azulejista, encanador-eletricista e almoxarife.
Medeiros ressaltou para os alunos presentes, a maioria mulheres, a importância de se ter uma profissão. "Quando você vai procurar um emprego e diz que faz de tudo, quer dizer que você não sabe fazer nada. É preciso saber fazer alguma coisa bem-feita. Todas as profissões são boas. Eu já fui faxineiro e não tenho vergonha disso. Vergonha é roubar. Vocês estão de parabéns por estarem estudando, se esforçando", ressaltou.
O representante do MTE lembrou ainda que a geração de empregos no País, especialmente em São Paulo, está batendo todos os recordes. "Com o programa Minha Casa, Minha Vida, a área da construção civil está em uma expansão enorme. E um dos gargalos do Brasil é a falta de mão-de-obra qualificada".
Ele explicou ainda que os cursos são definidos de acordo com a vocação da região e que o objetivo é que os beneficiários possam completar sua renda e deixar de depender do Bolsa Família, dando lugar para outras pessoas carentes receber o benefício.
Experiência
Para a doméstica Maria de Fátima Rocha, de 53 anos, o curso de pedreiro-pintor foi muito proveitoso. "Eu aprendi a levantar uma parede, colocar um piso, sei fazer de tudo. Não pretendo trabalhar na área, mas, se for preciso, já tenho essa experiência. O importante é não ficar parado", acrescentou da doméstica.
Já a dona de casa Edilene Lira dos Santos, 35, quer entrar no mercado de trabalho após o curso de almoxarifado. "Foi muito interessante. Eu aprendi bastante coisa". Ela levou a filha e a nora para fazer o curso também.
Segundo o coordenador da AVEPEMA em Mogi, Ubirajara Ferreira da Rocha, devem ser realizados novos cursos na cidade, mas eles ainda dependem da liberação do MTE,que precisa realizar uma licitação para escolher a ONG que vai ministrar as aulas.
Categoria : Saiu na Mídia
Fonte: Álvaro Campos - Mogi News
Matéria Original: http://www.moginews.com.br/matpesquisa.aspx?idMat=57838