Subcomitê vai criar projeto de brigada para tentar reduzir novas ocorrências de queimadas

10/01/2008

Carolina Brusarosco
Da reportagem local

O aumento no número de queimadas em áreas de mata na cidade de Suzano – que foi de 88,98% em 2007 em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Corpo de Bombeiros – é “muito preocupante” de acordo com ambientalistas do Alto Tietê. Além da destruição nas matas, o fogo causa um desequilíbrio ambiental, que tem como conseqüências enchentes e até falta de água. Para tentar impedir que esse aumento possa causar danos maiores, o Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê - Cabeceiras trabalha em um projeto para criar uma brigada de incêndio, que deve atuar na região pela parceria dos municípios.

Segundo explica o vice-presidente do Subcomitê e diretor de relações institucionais da Associação do Verde e Proteção do Meio Ambiente (Avepema), o ambientalista Romildo Campello, esse projeto será criado esse ano para começar a atuar em 2009. “A idéia desse projeto, que foi criado no ano passado, é ter uma colaboração mútua entre os municípios. Todos fiscalizam para impedir as queimadas e, quem tem unidades do corpo de bombeiros colabora para que o atendimento ao chamado seja mais rápido”, comenta.

Assim que os integrantes do Subcomitê voltarem a se reunir, ainda em fevereiro, a criação da brigada será colocada em pauta para discussão. Ferramentas para o acompanhamento de queimadas, como satélites, e a organização e gestão da brigada ainda não tem projeto específico. “Ainda não sabemos exatamente como será essa brigada, mas estamos trabalhando e pensando em formas para tentar impedir os incêndios. Combatendo essa prática, principalmente em áreas protegidas, como barragens e floresta”, esclarece.

CONSCIÊNCIA De acordo com o levantamento, os bombeiros de Suzano foram acionados para conter queimadas no município 223 vezes no ano passado. Em 2006, as ocorrências chegaram a 118. Grande parte dos casos, segundo especialistas do setor, provocado pela própria população – que coloca fogo em lixo e no mato para “limpar o terreno”. Além de tentar controlar o fogo nas matas de forma mais rápida, Campello explica que é preciso conscientizar a população.

“O hábito de queimar o mato ao invés de roçar e até mesmo de colocar fogo em lixo está na cultura da nossa população. E é feito há muitos anos. E o que torna esse aumento ainda mais preocupante são as conseqüências desse ato para a população, porque quem coloca fogo na mata acaba sendo prejudicado de forma direta”, comenta o ambientalista.

E completa: “A floresta tem papel fundamental no equilíbrio da natureza e a falta dela pode ser responsável por diversos problemas como enchentes e falta de água. Por isso as pessoas precisam aprender a importância do meio ambiente e se conscientizar que não devem colocar fogo em mata e terrenos”.

 

Categoria : Saiu na Mídia

Fonte: Diário de Suzano

Matéria Original: http://www.diariodesuzano.com.br/main3/conteudo.php?cod=22838 

 

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